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28/10/2016

O servidor público da área de Saúde, Valdineis Machado - Nei da Saúde é um dos três novatos que vão estrear na Câmara de Vereadores de Janiópolis, a partir de janeiro. Ele concedeu entrevista para a Rádio Comunidade, na quarta-feira passada.
Com 334 votos, o vereador José Mário Agostinho de Souza - Jorge foi reeleito para o seu terceiro mandato. Jorge foi o entrevistado da última terça-feira, no programa do Nelson Silva.
O Programa Nelson Silva iniciou uma série de entrevistas com os eleitos na última eleição do dia 2 de outubro. O primeiro entrevistado foi o prefeito eleito Leopoldo Heitor Oliveira Costa que falou de suas metas para o Município, nos próximos quatro anos.

06/08/2016


Os políticos normalmente se elegem e esquecem o eleitorado. Um dos grandes erros da maioria dos políticos é achar que seus eleitores não guardam rancor do esquecimento a que são relegados. De quatro em quatro anos o eleitor se vinga do voto que deu na eleição anterior.
Por esse motivo, muitos já tiveram suas curtas carreiras naufragadas, por falta de visão de longo prazo. Os parlamentares que não conseguiram se reeleger, ou os mandatários do executivo que não conseguiram eleger seu sucessor, desperdiçaram a mais poderosa e barata arma do Marketing Eleitoral que um político pode dispor: seu próprio mandato.
Muitos dos políticos modernos, já se conscientizaram que a população tem carências constantes e que entre estas carências está a afetiva. Se fazer lembrar durante todo o mandato, caracteriza-se como uma das formas de se fazer lembrado e na época da campanha eleitoral, fica mais fácil o trabalho de amarração do voto, da reeleição ou da transferência do apoio a um candidato.
Este trabalho deve iniciar logo após a eleição. Sabemos que todos candidatos, principalmente os vencedores, querem e precisam de um período de descanso após as eleições, que o consumiram com agendas apertadas, compromissos inadiáveis, reuniões intermináveis e os famosos cafezinhos.
Infelizmente, cabe ao candidato ainda um ultimo esforço para que possa preparar e pavimentar o caminho de seu mandato: Agradecer os apoios. Não, não é aquele discurso genérico que você fez achando que todo mundo já ouviu seu agradecimento. Este infelizmente não vale. E não use como argumento para não faze-lo a montagem da equipe, a demanda da imprensa, as viagens, as preparações para cumprir bem o mandato, as reuniões com outros políticos, etc, pois todas estas eu e seus eleitores já conhecemos.
Outro argumento bastante conhecido é o de que “visitar as bases agora é só receber cobrança das promessas de campanha”. Ledo engano, seus eleitores saberão reconhecer que o momento e a hora não são apropriados para qualquer cobrança.
Prepare-se para fazer a “via sacra” e agradecer a todos os seus eleitores, ou ao menos aos que lhe ajudaram diretamente, pelo voto, ou conforme-se com a imagem de: - “agora que ele se elegeu, não precisa mais de nós” e amargue na próxima eleição o prejuízo que certamente esta atitude causará. É um momento bastante importante, pois você estará chegando no seu terreno, onde você conseguiu a vitória, você é um vitorioso agradecido.
O fato de visitá-los reafirma o pacto efetuado entre vocês e fortalece os laços de confiança e credibilidade lançados durante a campanha. Se for o seu primeiro mandato, ai é que esta visita é fundamental, pois ira formar a primeira impressão, que para a maioria das pessoas é definitiva e única (a primeira impressão é a que fica).
Se a primeira impressão for favorável, o eleitor tende a ver com tolerância, boa vontade e compreensão seus atos, e acaba consolidando uma imagem positiva sobre sua personalidade política. Como sabemos, imagem boa é tudo o que um político precisa para ser bem sucedido.
Um político deverá ser muito cuidadoso com a primeira impressão que causa, pois não terá uma segunda chance (uma segunda impressão). A primeira impressão tende a consolidar-se na mente das pessoas que o conhecem e difundir-se através do boca a boca.
A organização desta primeira visita é fundamental. Todos devem ser envolvidos, desde as lideranças locais, visitas as autoridades, aos meios de comunicação, ao comercio, as associações e comunidades. Você agora é uma autoridade e como tal seus eleitores esperam seu comportamento.
O cuidado com o que diz, a coerência entre o que disse em campanha, o que diz agora, o que faz e suas primeiras iniciativas, estarão sendo minuciosamente estudadas para saber suas reais intenções. Deve-se levar como mensagem inicial, como será a forma de comunicação entre seu gabinete e os eleitores, correspondência, visitas, reuniões, solicitações de agendas, etc, convite para que todos compareçam ao seu gabinete para ajuda-lo a construir o mandato através de sugestões, críticas e novas ideias, reafirmar seus compromissos de campanha, informar quais serão suas ações prioritárias, projetos e atividades assim que assumir, informações sobre o quadro político atual e claro, a confiança que tiveram em depositar o voto em seu nome e elege-lo.
Lembre-se você como político vive de imagem e construir uma imagem de político confiável e com credibilidade nos dias de hoje, é todo o diferencial que se procura. Você terá que reconstruir, ao menos em parte, a campanha eleitoral APÓS A POSSE Logo após a posse, você terá que montar sua estrutura de comunicação.
Normalmente as estruturas de comunicação e imprensa nas estruturas políticas, trabalham apenas com mídia, ou seja, sua preocupação básica é a de levar ao conhecimento de jornais, revistas, rádios e Tvs o conceito de divulgação das ações políticas. A mídia, no entanto, compreende apenas uma pequena parte de um planejamento de Marketing. Este erro não deve ser imputado às assessorias, que na maioria das vezes é muito bem intencionada.
Os próprios políticos ainda tratam este tema com descaso e falta de profissionalismo. Não é comum encontrar um político que acredite desde o primeiro dia de seu mandato na importância do Marketing e da comunicação. Ou porque ele julga que um bom trabalho termina por aparecer – e neste caso – basta trabalhar e esperar – ou porque não é capaz de perceber o que o Marketing e a comunicação trarão para a formação de sua força política eleitoral. Então o Marketing e a comunicação terminam sendo as ultimas das prioridades. E sem entender a importância do Marketing e da comunicação, tratando estes temas com pouca ou nenhuma importância, o resultado só poderá ser o fracasso na tarefa da informação e da sua imagem pública.
O segundo problema é a falta de profissionalismo. Muitas vezes o político tem vontade, interesse e conhece a força do Marketing, mas entrega esta tarefa a um “entendido”. Um cabo eleitoral que o ajudou, um primo do deputado, um menino de futuro e cheio de vontade, mas que nunca trabalhou na área, e o resultado é também fracasso.
O político necessita do Marketing Político em suas gestões, para ampliar as pontes de comunicação com suas comunidades, prestar contas periódicas, criar clima de aceitação e simpatia, abrir fluxos de acessos, identificar pontos de estrangulamento nas estruturas burocráticas de seus gabinetes, identificar anseios, expectativas e demandas sociais e criar um clima de confiança e credibilidade, virtudes tão requisitadas dos políticos, porem raras.
Para dar certo um trabalho de Marketing é fundamental, interesse por parte do político e profissionalismo por parte de quem vai executar esta tarefa. Obviamente que um profissional de Marketing Político sozinho não fará milagres, pois o Marketing na esfera política depende de outras ciências para ser impetrado com sucesso.
A assessoria de imprensa, cerimonial, eventos, informática, propaganda, projetos especiais, telemarketing e pesquisas farão parte integrante de qualquer plano de Marketing Político. Esta estrutura é bastante simples. As pesquisas demonstram as prioridades da população e permitem a verificação dos resultados das ações junto à opinião pública.
Dois instrumentos destacam-se no processo de Marketing Político: o primeiro é o planejamento estratégico onde o governante opera com base em informações e dados obtidos com rigor técnico em duas fontes básicas: suas secretarias ou diretorias (o que estão fazendo e como), pesquisas quantitativas e qualitativas para levantar as demandas prioritárias da população (graus de pressão e de satisfação); uso da criatividade para o desenvolvimento de alternativas que melhorem a vida das comunidades; identificação de oportunidades de desenvolvimento das comunidades (levantamento de vocação econômica da região/ programas estratégicos).
O segundo é a comunicação Quando o político não trabalha a comunicação de suas ações, acaba deixando espaços para que a oposição divulgue a sua “versão dos fatos”, na maioria das vezes distorcida. É preciso ocupar todos os espaços disponíveis.
Devemos nos deter um pouco no item informática. Com a explosão da internet em todo o mundo, este veiculo tornou-se um dos mais privilegiados para um gabinete legislativo ou executivo. Com a informática podemos administrar um bom banco de dados, contatar com os meios de comunicação, obter noticias e fatos que possam ajudar nas decisões, emanar orientação para todos os colaboradores do mandato, etc.
O Marketing Político compreende um conjunto de meios, formas, recursos e ações de pesquisa, comunicação e mobilização que sustentem suas atividades e vise aumentar a dimensão pessoal/administrativa do executivo ou legislativo, sua gravidade política, liderança e popularidade, num movimento planejado para convergir com todos os fatores auxiliares, para um ponto preciso no futuro, arrebanhando discordantes e reafirmando seguidores. Ta bom, muito bla bla bla e pouca ação. Então vamos lá.
COMO FAZER? Abaixo algumas dicas: Identificar o público a ser atingido. É preciso entender que você é um político e como tal, é visto como um prestador de serviços para sua comunidade, e é remunerado. Por isso você não pode e nem deve ficar apenas com seus eleitores. É hora de ampliar seus horizontes e conquistar novas frentes.
O primeiro passo então é saber quem são seus eleitores e quem não são. Manutenção e ampliação estes serão os objetivos de marketing iniciais para qualquer mandato. Temos delineado pois o nosso público alvo. O seu diferencial enquanto político é sua competência e resultados. Com certeza é nisso que a comunidade que você representa está interessada. Identificar, dentro da comunidade, quem são as pessoas que devem conhecer suas competências e os resultados oriundos de seu trabalho político.
Aproveitar e criar espaços dentro da comunidade para falar um pouco do projeto político que vem desenvolvendo. Não espere apenas por situações formais como palestras, tribunas e encontros políticos. Uma conversa informal ou mesmo um jantar, pode ser um espaço para discutir projetos e idéias, e o que você tem feito para atingir estes objetivos.
Não perca oportunidades. Adquirir exposição fora da sua comunidade dando palestras, opinando sobre assuntos nacionais e internacionais. Lembre-se a sua valorização poderá ser bastante auxiliada se for reconhecido e valorizado fora de sua comunidade.
Seja Político, saiba como, quando e com quem falar. Identificar o tipo de mídia que possa lhe trazer benefício e escrever artigos, dar entrevistas, etc. Não esqueça de relacionar os militantes na mídia especializada (seções políticas) Fazer projetos e ações políticas que possam ser repercutidas. Apenas falar mal do concorrente político não dá. Treinar seus colaboradores mais próximos de forma que tenha certeza que sabem falar com clareza sobre suas propostas, projetos e idéias. Cuidar de sua comunicação. Ela é um elemento primordial no marketing político.
Você deve cuidar de saber se posicionar e ter desenvoltura em uma entrevista na mídia eletrônica e impressa, nas apresentações, representações, aparições públicas e informais. Por várias vezes já afirmei em minhas palestras que a primeira coisa que um político inteligente deve fazer é contratar um bom assessor de imprensa. A chave do sucesso no marketing político é conhecer e ser conhecido pelas pessoas que podem fazer diferença no seu futuro político/eleitoral. É importante entender que o que muda radicalmente num mandato onde o marketing é aplicado, são os objetivos.
Nele, o que interessa não é o que o político pensa, ou o que ele faz, e disso se orgulha. O que importa é o que o cidadão considera bom pra ele. O bom mandato é aquele que satisfaz plenamente o cidadão/eleitor, e isto só acontece quando a gente sabe o que ele quer e precisa. Se você entender a importância dos itens colocados acima, então teremos um político com cabeça para o marketing. Você auxiliará e muito o profissional encarregado de seu Marketing Político.
O Marketing Político deve ser visto como um meio pelo qual o político promove o bem estar e o desenvolvimento de seus eleitores e não como meio de ludibria-los. Como nos ensinou Maquiavel, política é sobretudo a arte de conquistar, dominar e manter o poder político


(texto extraído do livro “Marketing Pós Eleitoral” do Prof. Carlos Manhanelli – Editora Summus 2000)

A partir deste sábado (6), de acordo com a legislação eleitoral, as emissoras de rádio e televisão não poderão transmitir em programação normal ou noticiário, ainda que sob a forma de entrevista jornalística, imagens de realização de pesquisa ou de qualquer outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado ou que haja manipulação de dados.
A Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97) e a Resolução nº 23.457/2015 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também vedam às emissoras veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, seus órgãos ou representantes, além de tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação.
Outra proibição é veicular ou divulgar, mesmo que dissimuladamente, filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica a candidato ou partido político, exceto programas jornalísticos ou debates políticos. A legislação também proíbe a divulgação de nome de programa que se refira a candidato escolhido em convenção, ainda quando preexistente, inclusive se coincidente com o nome do candidato ou com a variação nominal por ele adotada. Sendo o nome do programa o mesmo que o do candidato, fica proibida a sua divulgação, sob pena de cancelamento do respectivo registro.
Os crimes na área eleitoral também são de ação penal pública. Desta forma, apenas o Ministério Público está autorizado a oferecer denúncia ao Judiciário por crime eleitoral. Os crimes eleitorais e as respectivas penas estão previstos nos artigos 289 a 364 do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965). Os artigos 355 a 364 do Código Eleitoral definem como é o processo das infrações.
BB/CM

05/08/2016

EM ARTIGO nesta Folha ("Tendências/Debates", 11/8), o consultor político Ney Figueiredo afirma que "a influência do horário eleitoral gratuito é cada vez menor, embora ele seja o maior devorador de gastos". O consultor é um grande estudioso do tema, um teórico competente, mas talvez lhe falte a prática do dia-a-dia das campanhas, nas quais, Brasil afora, tenho encontrado uma situação exatamente oposta. Não me envolvo nas questões de gastos, mas se sabe que o grande sumidouro de dinheiro está nos "acordos" políticos e nas mobilizações de rua. A propaganda eletrônica -TV e rádio- fica num plano abaixo e tem custos facilmente dimensionáveis. Quanto à influência que ela exerce, o que vejo nesta eleição, atuando em quatro campanhas, é que ela continua sendo o grande diferencial. Também foi o que vi na eleição anterior, dois anos atrás, em consultorias para eleger dois governadores, uma senadora e vários deputados. E coloco, como testemunho ainda mais eloqüente, o desempenho do "Não" no referendo sobre a venda de armas, campanha que também dirigi. Ali, o desmanche da mentira de um desarmamento que não desarmaria ninguém ocorreu inteiramente devido ao horário eleitoral gratuito, que abriu oportunidade para que os dois lados apresentassem seus argumentos, antes concentrados na visão unilateral difundida pela Rede Globo -a história completa está no livro "Novas Batalhas Eleitorais" (2008). Na sua argumentação, Figueiredo coloca como exemplo destacado a campanha de 1990 no Estado de São Paulo, quando Maluf acabou destroçado pelo quase desconhecido Fleury, cujo único trunfo inicial era o apoio de Quércia. Como artesão da campanha vitoriosa, posso garantir que a proeza teve como causa majoritária exatamente a programação do horário eleitoral gratuito. Até um fato citado no artigo -Maluf levou seu Programa de Governo para ser avalizado pelo então presidente Collor-, que teria sido negativo para o candidato, só teve repercussão porque foi apresentado e discutido no horário eleitoral. No de Maluf, como atitude de união entre governos. No de Fleury, como subserviência de um Estado que, "pela sua importância, não se podia curvar, não podia abaixar a cabeça, fosse para quem fosse, até mesmo para o poder central" -conforme escrevi no livro "Batalhas Eleitorais" (2001). A mídia normal nem participou da polêmica. E outra particularidade dessa campanha foram os movimentos de ir/ não ir aos debates da TV. Mas também aqui o duelo travou-se no horário eleitoral. A realidade nas campanhas que tenho operado continua a mostrar um país de iletrados, onde a TV acaba sendo o grande veículo de comunicação. E, dentro dela, o horário político eleitoral tem papel preponderante para apresentar as alternativas ao eleitor. A internet e outros meios estão ganhando espaço, mas sua importância é relativa, pois atingem um público em geral com a cabeça feita, orientada em determinada direção. No início deste mês, em Uberlândia, segunda maior cidade de Minas Gerais, uma pesquisa nos apontou um número de "indecisos" acima do normal. Voltamos às ruas para perguntar a razão da indecisão, e a resposta majoritária não surpreendeu: "Nós estamos esperando que os candidatos apresentem suas propostas... nos programas eleitorais do rádio e da televisão". Queira ou não, a intelligentsia brasileira, esse espaço cedido aos partidos e candidatos, apesar de muitas aberrações que teimam em acontecer (muitas vezes acobertados por uma legislação eleitoral sabidamente deficiente), foi um importante fator na redemocratização do país, dando vez e voz às chamadas "oposições". Também é ali que a classe média e, principalmente, os mais carentes e desassistidos buscam orientação e informação para guarnecer seu voto. Um voto, aliás, que tem ficado cada vez mais consciente, mais crítico, melhor definido, graças às lições que os acertos e os erros do horário eleitoral transmitem. Ele é o caminho que faz a diferença e que vai nos ajudar, eleição após eleição, através de uma população culturalmente em evolução, a chegar a uma politização mais próxima do ideal.


CHICO SANTA RITA, 63, é consultor em marketing político. Dirigiu mais de cem campanhas, entre elas, a de Fernando Collor de Mello à Presidência da República. Nestas eleições, dirige campanhas nas cidades de Uberlândia (MG), Campo Grande (MS), Macaé (RJ) e Rio das Ostras (RJ).